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CULTURA

"Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro" anuncia a programação de maio

Fêmea - Rosas Periféricas - Foto de: Andressa Santos


O Grupo Rosas Periféricas, atuante no Parque São Rafael, Zona Leste de São Paulo, dá continuidade à programação de Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro, iniciado em março de 2021, por meio da 34ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, com remontagem de seu repertório, realização de saraus e oficinas e apresentações de grupos convidados.

Em maio, as atividades (todas gratuitas, pelas redes sociais do grupo) começam com espetáculos do Rosas Periféricas revisitando as montagens A Mais Forte (leitura dramática, dias 1º, 08, 20 e 27, às 20h) e Fêmea (ato performático, dias 6, 13, 15 e 22), quintas e sábados, às 20h. Acontece também (dia 29, sábado, às 17h) o terceiro encontro virtual do Sarau da Antiga 28 Pergunta, no qual o sarau do Rosas Periféricas recebe o Sarau no Kintal - representado por Akins Kintê, Elizete Monteiro e Preto Win - para uma entrevista e justa homenagem.

Ainda em maio, seguem as oficinas de arte online para crianças e jovens, porém as vagas estão esgotadas, diante do grande número de inscritos: Brincadeiras de Rua com Fellipe Michelini (até 22/05, sábados, às 11h); Escrita Criativa - Cenopoesia com Jô Freitas (até 26/5, quarta, às 19h); e Percussão Afro-brasileira com Adriana Aragão (até 28/05, sextas, às 19h).


Fêmea - Rosas Periféricas | Foto: Andressa Santos

O Projeto

Com dois anos de duração, o projeto Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro busca visibilidade e possibilidade de pesquisa para o grupo de teatro que trabalha em um dos extremos da grande metrópole. “Queremos não só fazer parte como também narrar a história de dentro dela e poder dividir sonhos e possibilidades com outras mulheres e homens das comunidades”, são unânimes os integrantes (Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento). “Queremos atuar como referência para aqueles que querem produzir arte na região e nos conectar com quem já produz, tecendo redes e ampliando olhares”, completam.

A programação reúne profissionais, artistas e projetos atuantes no mesmo universo do Rosas Periféricas, que compartilham experiências e trabalhos, tecendo uma rede cultural na periferia: Saraus tradicionais da cidade, oficineiros de arte para crianças e jovens, rodas de conversa comandadas por mulheres representativas do teatro (Marta Baião e Fernanda Haucke) e coletivos teatrais convidados com suas pesquisas e vozes inspiradoras (As Caracutás, Femisistahs, Buraco d’Oráculo, CTI Companhia Teatro da Investigação, Grupo Pandora e Cia. Bendita).

Uma mostra de repertório do Grupo Rosas Periféricas acontecerá ao longo do projeto com revisitação de produções realizadas entre 2009 e 2019: Vênus de Aluguel (2009), Rádio Popular da Criança (2013), Narrativas Submersas (2014), Lembranças do Quase Agora (2015), Labirinto Selvático (2016) e Ladeira das Crianças - TeatroFunk (2019), além da leitura dramática da peça A Mais Forte (2010) e apresentação da performance Fêmea (2012).

Também tem a edição de um livro com a trajetória do grupo e a produção de um filme que vai registrar todo o processo do projeto Rosas Faz 10 Anos, mostrando como é de fato ocupar o território periférico com arte e cultura. Ambos serão lançados em uma Festa-Exposição aberta à comunidade no fechamento do projeto. Com esta jornada, o Rosas Periféricas pretende refletir sobre o próprio trabalho, a partir do distanciamento produzido pelo tempo e pela revisitação de sua obra, além de concretizar diálogos artísticos e comprovar que o público periférico pode e deve acessar a arte, mesmo que pareça algo distante.

Mais informações

www.instagram.com/rosasperifericas
www.facebook.com/rosas.perifericas
www.youtube.com/rosasperifericas




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